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quinta-feira, 11 de março de 2010

Professores da rede estadual de São Paulo, em greve, convocam assembleia para esta sexta feira

Uma grande assembleia pública irá definir a continuidade do movimento grevista na sexta-feira (12), data da próxima ação da categoria no vão do Masp às 14h
Os professores da rede estadual de São Paulo, categoria formada por 79% de mulheres, estão em greve por prazo indeterminado desde segunda-feira (8), Dia Internacional da Mulher. A paralisação é contra a política educacional do governo de José Serra e do seu secretário da Educação e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza.
Os professores exigem reposição salarial de 34,3% para repor as perdas salariais do período 1998-2010. Além disso, querem a revogação de uma série de “medidas legais”, leis e decretos, que retiram direitos da categoria, impondo a contratação de professores por prazo determinado sem todos os direitos trabalhistas, provas anuais para contratação de professores e para reajuste salarial, com a eventual concessão do reajuste vinculado à nota mínima nas provas e atingindo, no máximo, 20% da categoria.
Serra e seu secretário da Educação estão impondo a política educacional do governo Lula em São Paulo, com a avaliação de desempenho e o reajuste salarial por mérito previstos no Plano de Desenvolvimento da Educação do Governo Federal (PDE). Junto a isso tentam atribuir aos professores a decadência pela qual passa a escola pública paulista.
“Infelizmente, esse plano é apoiado pela maioria da direção estadual da APEOESP – vinculada a CUT e ao PT”, diz o diretor da Apeoesp pela Oposição Alternativa da Conlutas, João Zafalão.
A greve denuncia ainda o estado de abandono das escolas e da educação no estado mais rico do país. Há vinte anos, São Paulo tinha uma das seis melhores redes de ensino público do Brasil e os professores ganhavam dez salários mínimos, em média, por mês. “Agora, o ensino paulista está entre as seis piores graças aos sucessivos governos do PSDB, e o piso salarial da categoria não chega a dois salários mínimos”, ressalta o vice presidente da Apeoesp, pela Oposição Alternativa da Conlutas SP, José Geraldo, o Gegê.
Desde 2005, os professores não têm reajuste salarial; as salas de aula estão superlotadas (com turmas que chegam a 54 alunos no ensino médio), a maioria das escolas não tem material didático-pedagógico. O pior, boa parte dos alunos termina seus estudos semi-alfabetizada graças à promoção automática imposta pelo governo em toda a rede de ensino.
A vitória dos professores será uma vitória de todos que defendem a escola pública contra a política educacional do tucanato e o PDE de Lula.
Com informações da Oposição Alternativa/Conlutas da Apeoesp
Publicado em www.conlutas.org.br

Um comentário:

luana disse...

pq essa frescura de abaixar o salario de professor pq os alunos desse geito vai ficar burro desse geito por causa do governo que os [a]prof{A} tira coloca que que isso pq nao e o jose serra que vai ficar burro...ass.luana do josepha cubas