Seguidores

quinta-feira, 11 de março de 2010

Profissionais da Educação fazem paralisação e protesto no dia das mulheres

As mulheres de Friburgo não tem o que comemorar. Reivindicando diversas melhorias, parte dos auxiliares de creche e professores municipais de Nova Friburgo promoveram no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a paralisação de seus trabalhos.
Ao todo, cinco creches e as três maiores escolas da rede tiveram suas atividades suspensas integralmente e as outras unidades paralisaram parcialmente nesta segunda feira (8).
No inicio da tarde do mesmo dia, profissionais da área de Educação realizaram protesto pacífico em frente à Prefeitura. A intenção dos manifestantes foi apresentar suas reivindicações junto ao prefeito Heródoto Bento de Mello e ao secretário de Governo, Braulio Rezende. Entretanto, não conseguiram falar diretamente com eles. Os profissionais da educação lutam pela criação do plano de carreiras dos funcionários segundo obriga o Decreto federal 6094/07 e a aplicação integral da lei 040/08 que está sendo usada para reduzir salários dos profissionais estatutários.
Representando a classe, a comissão formada pelo coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Luiz Salarini, junto às profissionais da área – Rita Louback, Célia Silva, Renata Boy e Jacqueline do Espírito Santo – foi recebida pelo subsecretário de Ordem Urbana, Claudecir Ribeiro da Silva, e pelo assessor da secretaria, André Luiz. Eles informaram aos manifestantes sobre a impossibilidade da realização do encontro que planejavam, devido a outros compromissos do prefeito e do secretário Braulio e os encaminharam à Secretaria de Educação.
"Já cansamos de entrar em contato com a secretaria e eles afirmam que aquilo que reivindicamos foge do poder deles. Portanto, queremos falar diretamente com o prefeito ou, no mínimo, com o secretário de Governo. Enquanto não fizermos isso, não vamos desistir", afirmou Salarini, em materia plucada no site Voz da Terra. Além disso informou que os próximos passos da manifestação serão decididos na assembleia que será realizada hoje (10), às 18h, no auditório do Colégio Estadual Jamil El-Jaick.

Com informações do site A Voz da Terra, Luiz Gonzaga Salarini
Publicado em www.conlutas.org.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

Professores de São Paulo entram em greve por salário, emprego e condições de trabalho

É preciso derrotar os ataques do governo Serra e do governo Lula contra a educação

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram cruzar os braços a partir dessa segunda-feira, dia 8 de março. Eles reivindicam reajuste salarial e denunciam os ataques do governo Serra contra os empregos, além das péssimas condições de trabalho a que está submetida milhares de trabalhadores da educação.
Subemprego e defasagem salarial“Os professores estão parados por uma pauta combinada” , esclarece João Zafalão, diretor da Apeoesp eleito pela Oposição Alternativa, do qual faz parte a Conlutas. “Reivindicamos uma reposição salarial de 34,3%, que nada mais é que nossas perdas de 1998 até hoje” , esclarece. Além dos salários defasados, os docentes do magistério paulista denunciam as provas de avaliação de desempenho do governo que, além de jogar a culpa do descalabro da educação nas costas dos professores, coloca no subemprego milhares de trabalhadores com anos de experiência. “Hoje em todo o estado há 30 mil professores com até 20 anos de magistério ganhando R$ 490 por mês” , denuncia Zafalão.
Tal política de Serra faz com que milhares de professores fiquem sem trabalhar mesmo existindo uma enorme falta de docentes. Além disso, grande parte dos professores trabalha com contrato temporário e será demitida ao final do ano. Por isso, outra reivindicação é a abertura imediata de concurso para a efetivação dos docentes.
Condições de trabalho
A educação pública vive um processo de crescente degradação. Salários defasados, falta de professores e uma infra-estrutura precária condenam milhões de alunos a uma educação de péssima qualidade. Tanto o governo quanto a grande imprensa, tentam jogar a culpa sobre os professores. Pouco ou nada se fala sobre as condições de trabalho. “Os professores são obrigados a trabalhar sob péssimas condições, em salas superlotadas, tem sala que chega a 54 alunos”, adverte o dirigente sindical. Por isso, a pauta combinada de reivindicações inclui as salas com, no máximo, 25 alunos cada.
Derrotar o plano de Serra e Lula
A direção majoritária da Apeoesp, ligada à corrente petista Articulação, aproveita a greve para desgastar o governo de José Serra, apontado como futuro candidato tucano à presidência. “Temos que atacar sim Serra, mas temos que ver que o projeto dele aqui em São Paulo é reflexo do PDE, o Plano de Desenvolvimento da Educação do governo Federal”, explica Zafalão. Ele afirma ainda que os ataques infligidos pelo governo Serra à categoria constam nas metas estabelecidas pelo PDE, apoiado pela direção majoritária da Apeoesp. “Dizem, por exemplo, que a prova de avaliação estabelecida pelo PDE não é punitiva, mas o próprio ministro da Educação, o Fernando Haddad, deu entrevista defendendo o reajuste por desempenho”, argumenta o dirigente da Oposição Alternativa.
Próximos passos
A greve está crescendo e ganhando força, nessa semana acontecem as assembleias regionais. No próximo dia 12, sexta-feira, ocorre a próxima assembleia estadual, às 15 horas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.
Publicado em www.pstu.org.br

Dia Internacional da Mulher – produto do capitalismo

Há cerca de 100 anos foi instituído o Dia Internacional da Mulher como forma de homenageá-la e, de certa maneira, redimir a sociedade machista e opressora que há vários séculos a subestima e trata como objeto.
O que muitas de nós, mulheres, ignoramos é que no início da vida em sociedade, era exatamente a mulher quem a dirigia, além de ter realizado inúmeras descobertas que levaram ao progresso da humanidade.
Existe um mito de que a mulher é socialmente inferior ao homem, porque é naturalmente mais frágil. Como ponto de apoio desta teoria, usam o fato de a mulher ser responsável pela reprodução da espécie. Ora, se é ela quem garante a sobrevivência da espécie, já está claro que de frágil e incapaz, a mulher não tem nada.
Na sociedade primitiva, os filhos sabiam quem eram as suas mães. Os homens, naquela época, tratavam a todas as crianças da mesma forma, não se importando com quem fosse o pai biológico. Todos os homens eram pais de todas as crianças da tribo.
Naquele tempo, quem organizava e dirigia a vida social eram as mulheres que, além de cuidar dos filhos, também satisfaziam as necessidades materiais da comunidade em que viviam. Outro ponto importante é que as mulheres de uma determinada tribo trabalhavam conjuntamente, em regime de cooperação.
A evolução da humanidade deve-se, portanto, à metade feminina que iniciou e conduziu as atividades produtivas que garantiram a elevação do gênero humano. E, enquanto estas mulheres mantiveram suas instituições coletivas, não foram oprimidas.
Na verdade, a opressão começou com o surgimento da sociedade privada, do matrimônio monogâmico (somente para elas, claro) e da família, o que as dispersou e isolou, transformando cada uma em esposa solitária e mãe confinada a um lar isolado.
Atualmente, as mulheres são exploradas e oprimidas em uma sociedade que as trata como objetos e ignora as suas necessidades. Entre os desempregados, o percentual maior é de mulheres; existe desigualdade salarial; a ascensão na carreira é mais difícil para elas; além do assédio moral, da violência doméstica e toda a publicidade que insiste em explorá-la das mais diversas maneiras.
Há uma verdadeira ditadura da moda e beleza que impõe às mulheres o jeito de vestir, pentear, maquiar, para serem socialmente aceitas. O envelhecimento tornou-se quase um crime e grande número delas se submete a cirurgias e tratamentos estéticos para manterem-se jovens e belas.
Além disso, existem as medidas perfeitas para que sejam desejadas pelos homens. Em nenhuma outra espécie animal, as fêmeas se esforçam tanto para agradar aos outros. Pior ainda, as mulheres competem entre si, sem dar-se conta que estão se degradando e aceitando, pacificamente, as regras machistas e capitalistas.
Por outro lado, há todo um discurso sobre a emancipação feminina, que também a subjuga moralmente. Embora as mulheres sejam o arrimo de família de 29% da população brasileira – o que as leva à jornada tripla de trabalho – ela não goza do reconhecimento social que merece.
Por fim, viveremos plenamente a igualdade de gêneros quando:
*não for necessária a criação de cotas para garantir a participação feminina na política ou em cargos de chefia;
*não mais houver promoções do tipo “elas não pagam” ou “elas pagam meia”;
*seus atributos físicos não forem mais usados para vender qualquer produto;
*a mulher não for julgada por sua visão pessoal sobre família, relacionamentos, filhos, trabalho;
*deixarem de ser publicados “manuais” sobre o modo como as mulheres devem comportar-se para conquistar um homem (ou um bom casamento);
*a violência doméstica for eliminada da realidade cotidiana, com penalização para o(s) agressor(es);
*houver creche, em período integral, para todos os trabalhadores e trabalhadoras;
*a licença maternidade, com garantia de emprego, de 6 meses, for obrigatória e sem isenção fiscal;
*nenhuma mulher necessitar reivindicar seus direitos nem fingir que não ouviu as piadas e/ou comentários de mau gosto, reproduzidas pelo machismo de plantão.


Assim, é papel de todas as mulheres lutarem em defesa de direitos e deveres iguais. Somente na luta conquistarão seu espaço!
Que o Dia 8 de março sirva para intensificar a luta contra o machismo e a opressão!

Eunice Couto

quinta-feira, 4 de março de 2010

Consulta feita pelo comando da polícia militar fracassa

Cerca de 60% dos dez mil policiais militares que responderam à “pesquisa” realizada na quarta-feira 3 pelo comando da polícia militar do Rio Grande do Sul se disseram contrários à proposta de reajuste salarial feita pelo governo do Estado.

Dentro dos quartéis, a proposta foi considerada constrangedora, uma vez que exigia a identificação de quem a respondesse. Era uma tentativa disfarçada de forçar o policial a votar a favor do governo. Mesmo assim a categoria se colocou ao lado de suas entidades representativas.

Os policiais votaram contra uma postura autoritária do comandante-geral da corporação, o coronel João Carlos Trindade. Ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre (edição do dia 4 de março de 2010 – página 14), o coronel afirmou que “eu represento o todo”. Na entrevista, o coronel deixou claro que sua formação por certo se deu na mesma escola em que se formou o ex-comandante Paulo Roberto Mendes.

Trindade esquece que as entidades representam todos os trabalhadores de uma determinada categoria profissional, não apenas os seus filiados. Na democracia é assim, o resto é autoritarismo.
Publicado em www.cpers.com.br

quarta-feira, 3 de março de 2010

Praças são pressionados a responder pesquisa

Denúncias com relação a pesquisa que está sendo feita junto aos praças da Brigada Militar(BM) sobre a aceitação ou não da proposta de reajuste do governo está causado mal-estar na corporação.

A iniciativa é do comando da BM e funciona como intimidação para que os oficiais possam convencer os deputados a votarem o projeto que concede 19,90% somente para os oficiais superiores. A ABAMF e a ASSTBM irão denunciar o caso a comissão de direitos humanos e levarão a questão ao Ministério Público.

Agravando uma divisão que está instalada na corporação, coronel Trindade, tenta desautorizar as entidades dos servidores, numa atitude anti-democrática. Afirmou ao jornal Zero Hora ( 3 de março) que determinou a pesquisa e em contabilidade própria acredita que 70% dos militares aprovam a iniciativa do governo.

A pesquisa que o comando da BM impõe, soa como ameaça aos praças. É o jogo do lobo em pele de cordeiro. Enquanto os salários de R$ 996,00 receberão 9,1%, em março de 2010, os salários dos majores, tenentes-coronéis e coronéis ganharão 19,90% retroativo a março de 2009. Se isso é justo a pesquisa não pergunta.

Fonte: Site da Abamf

terça-feira, 2 de março de 2010

URGENTE: Assembleia Geral da Categoria

REUNIÃO DE DIRETORIA do CPERS/SINDICATO, em 01/03/10, antecipa Assembleia Geral da categoria marcada para dia 09 de abril, para dia 19 DE MARÇO.
A antecipação ocorreu em função da data limite para concessão de reajustes salariais, devido ao processo eleitoral, em 06 de abril. Desta forma, uma assembleia geral após esta data não teria nenhum efeito na campanha salarial da categoria.
A seguir, as datas anteriormente agendadas seguem a seguinte decisão:
  1. Encontro dos Servidores - permanecerá no dia 12/3 ;
  2. Conselho Geral - dia 12/3;
  3. Assembleias Regionais - até o dia 16/3, que se mantém como Dia de Paralisação Nacional pelo Piso;
  4. Conselho Geral, pela manhã - dia 19/3
  5. Assembleia Geral - 19/3, 14h, no Gigantinho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ato Unificado: Dia internacional em defesa da educação pública será em 4 de março na Califórnia.

Chamado as organizações estudantis, de professores e trabalhadores e a todos os ativistas do mundo em defesa da educação pública de contra as privatizações

Uma greve e um dia de ação no próximo 4 de março, em defesa da educação pública e contra os cortes no orçamento e as demissões. Essa foi a resolução da conferência realizada na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 24 de outubro. O evento contou com a presença de 800 representantes de faculdades e centros educacionais de todo o Estado.

Um componente chave desta greve e desta campanha é a luta contra a privatização do sistema de educação pública na Califórnia. Entretanto, este ataque contra a educação e os empregados e serviços públicos, é uma ofensiva mundial. Esta demanda é uma luta internacional pela defesa da educação pública e sociais e contra o financiamento da guerra.

Os cortes no setor afetam tanto a Educação pré-universitária (chamada de K-12 que inclui pré-escola, ensino fundamental e médio), como a universitária (são três sistemas públicos estaduais: os colégios comunitários, a Universidade Estadual da California – CSU e a Universidade da California – UC).

Estas medidas afetam a quantidade de alunos por sala de aula e os salários e benefícios dos professores no K-12. Nas universidades há aumento nas mensalidades, corte de salas de aula, horário de funcionamento de bibliotecas, demissões de trabalhadores, redução de salários e direitos.

Onda de mobilizações na Califórnia - Houve duas grandes mobilizações. A primeira foi no dia 24 de setembro de 2009. Cerca de 9 mil estudantes e trabalhadores paralisaram as atividades e fizeram atos e passeatas. O centro da manifestação foi a Universidade da Califórnia (principalmente o campus de Berkeley), mas também houve protestos em dois campus da Estadual.

A segunda foi no dia 18 ao dia 20 de novembro com greves, paralisações, protestos, ocupações. As principais foram em Los Angeles, Berkeley e Santa Cruz. Houve muitos confrontos com a polícia com ampla publicidade na imprensa local e nacional.

Esta onda de mobilizações ocorre em um momento importante nos EUA. Diferente do Brasil, a percepção da crise econômica persiste e gera descontentamento em amplos setores da classe trabalhadora. Há os primeiros sinais de ação entre os trabalhadores. Na Ford, a nova proposta de flexibilização de direitos defendida pelo sindicato UAW foi derrotada em referendum (foi a primeira vez em 50 anos que o sindicato perde um referendum nas grandes montadoras americanas).

Em Nova Iorque uma lista antiburocrática ganhou a eleição no importante sindicato dos transportes. Neste ano, 1400 trabalhadores de hotéis de São Francisco se mobilizaram pela renovação do contrato e quase invadiram o Hotel Hilton. No Arizona, 10 mil manifestantes protestaram contra o famigerado xerife Joe Arpaio conhecido em todo o país pela sua ação contra os imigrantes. Fora dos EUA, há a greve dos trabalhadores da Vale Inco no Canadá contra a redução de direitos.

Conquistas - A força do movimento teve algumas vitórias. Em Berkeley, as bibliotecas foram reabertas em período integral. O governador Arnold Scharzenegger anunciou que ampliará o financiamento para dois sistemas de universidades públicas – UC e CSU – de 7% para 10% do orçamento estadual, retirando recursos do orçamento das prisões.

Já os reitores anunciaram que estão apoiando o dia 4 de março como dia de pressão sobre o governo estadual.

A Conlutas se junta a essa mobilização e chama as organizações dos trabalhadores, estudantes e professores de todo o mundo e a suas organizações que enviem declarações de solidariedade, em defesa da educação pública.

Segue exemplo de moção:

Moção

Companheiras e Companheiros

Vimos através desta expressar nossa solidariedade ao movimento dos trabalhadores, professores e estudantes da Califórnia.

Em todo mundo o peso da crise econômica está sendo colocado nas costas dos trabalhadores através de demissões, corte de direitos, cortes nos orçamentos da educação, saúde e previdência social.

No entanto não há cortes quando se trata de orçamento para a guerra, construção de prisões e salvamento de bancos e grandes corporações.Isto é inaceitável!

O dia de luta dos estudantes, professores e trabalhadores da Califórnia em defesa da Educação Pública é um exemplo que certamente inspirará os trabalhadores e jovens de todo o mundo.

Todo o apoio à luta pela Educação Pública!
Publicado em www.conlutas.org.br

Brigada Militar rejeita proposta do governo do estado

Em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira, dia 01/03, os servidores de nível médio da Brigada Militar rejeitaram, por unanimidade, a proposta encaminhada pelo governo do estado. A reunião aconteceu no salão da ASSTBM, em Porto Alegre, às 9 horas. A decisão é resultado da reivindicação da categoria de aumento linear para todos os integrantes da Brigada Militar (de soldado a coronel).
A categoria liberou os presidentes da ABAMF, Leonel Lucas, e da ASSTBM, Aparício Santellano, para negociarem percentuais com o governo desde que os números sejam iguais para todos os servidores e com as mesmas datas, ou seja, se houver retroatividade que também seja geral.
A presença de representantes do interior do estado foi forte e os líderes ressaltaram a decisão tomada por soldados, sargentos e tenentes: O percentual de 19,90% deve ser concedido para todos os servidores.
A ABAMF e a ASSTBM manterão a categoria mobilizada, a fim de que os projetos rejeitados não sejam encaminhados ao Legislativo. Caso isso ocorra, os brigadianos lotarão novamente a Assembleia Legislativa.
A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, e a vice-presidente, Neida de Oliveira, estiveram na assembleia dos brigadianos.
Fonte: assessoria de comunicação da ABAMF

Campanha Salarial: CPERS protocola pedido de audiência com a governadora


No final da tarde da sexta-feira 26, o CPERS/Sindicato protocolou, na Casa Civil, um pedido de audiência com a governadora para tratar das reivindicações da categoria. No documento, o sindicato lembra que a pauta já tinha sido entregue à Secretaria da Educação, mas que, até esta data, a entidade não tinha nenhuma resposta por parte do governo.
O documento também salienta que a categoria amarga um brutal arrocho salarial, sendo que, nos últimos três anos, nenhum reajuste foi concedido e que os percentuais da Lei Britto não representam recomposição salarial, pois não são voltados a repor perdas inflacionárias e sim o cumprimento de decisões judiciais referentes ao ano de 1995.
O sindicato destaca, ainda, que as categorias do poder público mais favorecidas receberam reajustes salariais significativos e outras vantagens, enquanto os educadores foram condenados ao congelamento salarial, uma situação que afronta o preceito constitucional que determina reajustes salariais anuais. O documento sublinha o fato de o governo se negar a cumprir a Lei do Piso Nacional, instituindo-o como básico das carreiras dos educadores.
Campanha - Quem defendeu o Plano de Carreira pode conquistar mais. Com esse mote, junto com o ano letivo, a categoria inicia a Campanha Salarial 2010. Mas para que a campanha tenha êxito e os educadores obtenham conquistas será preciso fortalecer a unidade construída no ano passado.
A categoria não aceita a surrada desculpa de que o Executivo não tem dinheiro. Veja, abaixo, os principais eixos que ordenarão a campanha salarial:
1. Reajuste salarial emergencial de 23,14%;
2. Implantação do Piso Salarial Profissional Nacional como básico dos planos de carreira do Magistério e dos Funcionários de Escola;
3. Manutenção dos planos de carreira dos professores e funcionários de escola;
4. Liberação dos dirigentes sindicais;
5. Realização de concurso público para professores e funcionários de escola;
6. Condições dignas de trabalho;
7. IPE e Previdência Pública;
8. Defesa dos serviços públicos (eixo unitário dos servidores).
Por João dos Santos e Silva,
publicado em www.cpers.com.br