Seguidores

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A vitória da união sobre a intransigência

Os servidores públicos estaduais do RS, em especial, educadores e policiais militares, têm no dia 22 de dezembro de 2009 um marco histórico nas lutas em defesa dos seus direitos.
Após um ano de muita mobilização dos trabalhadores, o governo enviou à Assembléia Legislativa um pacote de projetos de leis, para votação em regime de urgência, extremamente nefastos, que atacariam as duas maiores categorias do serviço público do estado, congelaria salários e retiraria direitos conquistados ao longo de muitos anos de luta.


Numa ação inesperada pelo governo, os servidores demonstraram toda a força da sua união e conhecimento acerca do real conteúdo dos projetos, protestando e buscando apoio contra a aprovação dos mesmos. Assim, com várias categorias em “estado de greve” e a vanguarda do magistério ocupando a Praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa e Palácio Piratini, sem desistir de proteger seu plano de carreira, durante os dias 15, 16 e 17 de dezembro o projeto que aumentava a contribuição previdenciária e criava um completivo salarial para a BM foi a plenário sem conseguir ser votada, uma vez que a base governista não tinha os votos suficientes para sua aprovação, retirando o quórum nas três sessões.


Em última tentativa, foi marcada sessão extraordinária para a terça feira, dia 22, quando deveriam ser votados, pela manhã, os projetos da Brigada Militar e, à tarde, os do Magistério, a fim de destrancar a pauta e concluir os trabalhos da AL para então iniciar o recesso parlamentar.
Os boatos de retirada dos projetos, divulgados pela imprensa, não desmobilizou os servidores que lotaram as galerias, somados ao grande grupo que aguardava na frente do Palácio Farroupilha, com bandeiras, faixas, cartazes e palavras de ordem. A manhã de discussões acaloradas na AL, deram a certeza da derrota dos projetos de lei, fazendo com que a base governista optasse pela votação contrária ao pacote. Após, foi retirada a urgência dos projetos que tratam dos direitos e salários do magistério.


Em clima de emoção, os servidores comemoraram a derrota do governo e entoaram o Hino Rio-grandense, celebrando a vitória da unidade dos trabalhadores, a qual permanecerá em 2010. Logo depois, os educadores aprovaram o encerramento da greve que durou 8 dias, de muita mobilização e pressão pela rejeição do pacote.

No dia seguinte, foi divulgado pela imprensa burguesa, pesquisa de opinião realizada entre os dias 14 e 18 deste mês, pelo Datafolha, que mostra que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), tem a pior avaliação num ranking de dez governadores.
Com nota média de 3,9, Yeda ficou atrás até do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, sem partido, que teve nota média de 4,8.Yeda tem seu governo avaliado como péssimo ou ruim por 50% dos entrevistados. Somente 12% acham o governo gaúcho ótimo ou bom. Para 37% a administração da governadora é regular.
Os dois governadores com pior avaliação no levantamento tiveram, recentemente, os nomes envolvidos em escândalos de corrupção nos estados que governam.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

22 de Dezembro - dia D para Brigada e Magistério


Nesta terça feira, dia 22 de dezembro, é preciso voltar para a Praça da Matriz e mostrar aos deputados do RS que não desistimos de lutar pelos nossos direitos.


Somente a mobilização poderão vencer o pacote de maldades.


Pegue sua bandeira,


sua sineta e


vá para a Praça da Matriz,


a partir das 7h...
Nossa união faz a nossa força!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CONVITE

Durante os dias 15, 16 e 17 de dezembro, mostramos aos governantes e à sociedade que nossa luta e mobilização são capazes de nos dar vitórias.

Nesta semana a base governista retirou-se das sessões plenárias para não ser derrotada, graças à união e mobilização dos servidores, tanto nas galerias da Assembleia Legislativa como no “Acampamento da Resistência”, montado na Praça da Matriz.

Porém, a guerra não está vencida e os projetos voltarão à pauta na terça feira, dia 22.

Será neste dia que precisaremos mostrar toda a nossa força.


Participe do Ato Unitário dos Servidores Públicos do RS!


Procure seu Núcleo e faça já a sua inscrição!

Ônibus 100% subsidiado!!!

Você não pode faltar. Sua presença é fundamental na defesa dos nossos direitos e do Plano de Carreira.

“O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo...”

3º dia de Resistência




A quinta feira marcou o terceiro dia de greve dos educadores, da resistência dos servidores públicos e uma grande vitória contra o governo estadual. Mais uma vez, a base aliada não deu quórum para a votação dos PLs da Brigada Militar, deixando a votação para a terça feira, dia 22, a partir das 10h.



Nos próximos dias serão intensificadas as discussões com os deputados em suas bases, além de incentivar os servidores e educadores a participarem do Ato Unitário, dia 22, terça feira, quando a Praça da Matriz será novamente ocupada e as sinetas voltarão a tocar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

2º dia do Acampamento da Resistência






Na manhã de quarta feira os educadores em greve e outros servidores estaduais - que apoiam os educadores - continuam acampados na Praça da Matriz, em vigília contra a aprovação dos projetos do governo. O segundo dia não teve nenhum incidente e o efetivo da Brigada Militar, em serviço fazendo a guarda do Palácio Piratini (ou dos colegas servidores), aproveitou a sombra oferecida pelas árvores, próximo das barracas, para se protegerem do sol e calor intenso.
Na Assembleia Legislativa, as PECs - que tratam do reajuste no desconto previdenciário e concede um completivo para a polícia militar - não tiveram quórum suficiente para serem votadas. Na sessão de terça feira eram 25 os deputados contrários aos projetos, na tarde de hoje, já somaram 26. Os projetos retornarão à pauta na sessão desta sexta feira.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Faltou Quórum



Na tarde desta terça feira, foram ao Plenário os projetos de lei que aumentam a contribuição previdenciária da Brigada Militar e o completivo salarial para os soldados. O governo teve a primeira derrota com a rejeição dos deputados às emendas para qualquer um dos quatro projetos. Assim, a base aliada de Yeda retirou-se da sessão, encerrando-a por falta de quórum.
Amanhã, será retomada a votação com a mesma pauta.
À noite, após um dia de muitas atividades e tensões, os acampados tiveram momentos de descontração. Enquanto o jantar era preparado, os talentos lá reunidos entoaram várias músicas, de nativistas, regionalistas até MPB, com o acompanhamento dos ativistas.

15/12/2009 - início da Greve da Educação






Na manhã desta terça feira, 15 de dezembro, teve início mais uma greve dos Educadores gaúchos, com o apoio dos demais servidores públicos do estado.




Logo no início da manhã começaram a chegar os primeiros ônibus com manifestantes prontos para acamparem na Praça da Matriz, no denominado Acampamento da Resistência, que objetiva a retirada dos projetos do governo da Assembleia Legislativa. Em princípio, houve uma resistência da Brigada Militar em permitir a montagem das barracas, com um certo tumulto. O capitão, responsável pela tropa ameaçou os educadores, dizendo que contavam com um "interdito proibitório", o qual proibia a colocação das mesmas na praça. Com a relutância dos manifestantes, acabaram permitindo a instalação de toldos e barracas, que logo tomaram conta de todos os espaços possíveis, sem impedir o trânsito de pedestres.




Por volta das 10 horas, começou o Ato Unitário dos Servidores, com a participação de representantes do CPERS, Brigada Militar, Polícia Civil, Susepe, Bancários e outras categorias. Nas falas de todos foi evidente o repúdio dos servidores aos projetos apresentados pelo governo, que destroem as carreiras dos servidores públicos e congela salários.



A Presidente do CPERS, Rejane de Oliveira, declarou que os profissionais que deixaram suas casas e famílias, nesta época do ano, apesar do cansaço, devem ser considerados heróis, pois estão defendendo os direitos de todos os servidores. Segundo Neida Oliveira, 1ª vice-presidente do CPERS, durante a tarde de hoje o comando de greve vai visitar todas as bancadas, exigindo dos deputados o apoio à luta dos trabalhadores. À tardinha, o comando se reunirá com a ACPM para explicar-lhes o motivo da greve e pedir que pressionem o governo e os deputados contra os projetos, para que a greve possa ser encerrada o mais breve possível. Régis Ethur, representando a Conlutas e corrente Democracia & Luta defendeu que somente a pressão e a união dos trabalhadores será capaz de derrotar este governo.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Governo Yeda compromete o final do ano letivo

Mais uma vez a comunidade gaúcha será prejudicada pela irresponsabilidade da governadora que, além de destruir o serviço público, ataca os direitos dos servidores. Um governo que optou pelo conflito com o funcionalismo.
No dia 17 de novembro, encaminhou para a Assembleia Legislativa um “pacote de maldades” prevendo alterações nas carreiras e eliminando conquistas históricas dos trabalhadores em educação.
Neste período, o CPERS/Sindicato e outras entidades que representam os servidores públicos realizaram vigílias, manifestações, visitas às câmaras de vereadores e aos deputados estaduais, mas oc projetos continuam ameaçando o presente e o futuro dos trabalhadores.
Além de manterem o arrocho salarial vigente, eles acabam com as carreiras e com direitos históricos de educadores, brigadianos, policiais civis e demais servidores.
A greve, neste momento, é a única forma de forçar o governo a retirar os projetos. O final do ano letivo também está nas mãos dos deputados, que precisam manifestar sua opinião contrária à aprovação dos projetos.
No próximo dia 15, um ato público unitário dos servidores, às 10h, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, vai marcar o primeiro dia da paralisação. Nesta mesma data, os educadores começarão a instalar barracas na praça, no chamado “acampamento pela retirada ou rejeição dos projetos de Yeda”.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Imagens do Ato Unitário - 09/12/2009












SOMENTE A GREVE MANTÉM O PLANO DE CARREIRA




Educadores reunidos em assembléia geral no Gigantinho, na tarde desta quarta feira, 09, aprovaram greve a partir da próxima terça feira, dia 15 de dezembro, para impedir a aprovação, na Assembléia Legislativa, dos projetos encaminhados pelo governo estadual, os quais destroem os planos de carreira e retiram direitos da categoria, além de congelar salários.


Após a deliberação, os educadores uniram-se a outras categorias e foram em caminhada até o Palácio Piratini, onde realizaram Ato Público e fizeram a entrega simbólica do “material de trabalho” dos profissionais ali representados: educação, saúde, segurança, entre outros, indicando que se os projetos não forem retirados, poderá ocorrer greve geral no Rio Grande do Sul.

Na manhã do dia 15, terá início o “Acampamento da Resistência”, pelos trabalhadores em educação, na Praça da Matriz, a fim de pressionar os deputados estaduais a não aprovarem tais projetos. Durante a semana, os servidores visitarão os gabinetes dos parlamentares apresentando suas razões para a rejeição ao pacote do governo. A partir das 10h, haverá Ato Público Unitário dos Servidores, reforçando a luta em defesa das carreiras.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul aprova Moção contra os projetos do Governo Yeda

A Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, aprovou, por unanimidade, na segunda feira, dia 7, uma moção de repúdio aos projetos do governo Yeda que desestrutura as carreiras dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul e ataca direitos históricos de diversas categorias do funcionalismo, em especial do Magistério.
A moção foi proposta pela vereadora Rosilda Freitas, que é professora estadual, em sessão acompanhada pelas professoras Nelci Dutra de Almeida (diretora do 17º Núcleo), Eva Meira de Souza (representante dos aposentados de Caçapava do Sul), Eunice Souza Couto (representante municipal) e Iolanda Regina dias Pereira, entre outros. A vereadora, na oportunidade, comunicou que já contatou com todos os deputados de sua bancada, solicitando-lhes que não votem um projeto tão destrutivo à grande parte dos servidores que já são penalizados pelas condições de trabalho e salários tão baixos, congelados há pelo menos três anos.
Os vereadores das bancadas do PT, PP e PMDB, aprovaram a moção, apoiando a luta dos servidores e se somando aos pedidos de imediata retirada dos projetos que se encontram na Assembléia Legislativa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Moções contrárias ao pacote de Yeda são aprovadas pela Câmara de Vereadores de Viamão


Duas moções contrárias aos projetos encaminhados pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, foram aprovadas na Câmara de Vereadores de Viamão, município da região metropolitana de Porto Alegre, na noite de quinta-feira 3.

As moções foram assinadas pelas bancadas do PT, PP, PTB, PMDB e PSOL. Uma delas, direcionada à governadora, exige a retirada dos projetos. A outra, a ser encaminhada à Assembleia Legislativa, cobra a rejeição aos projetos.
A sessão que discutiu o pacote encaminhado pelo governo gaúcho ao legislativo estadual aconteceu na noite de quinta-feira 3. Professores e funcionários de escola acompanharam a sessão do Legislativo viamonense.
O CPERS/Sindicato estava representado por Manoel da Silva Fernandes, diretor do 22º Núcleo do sindicato (Gravataí) e pela segunda vice-presidente estadual Neiva Lazzarotto.

Já a Abamf – Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar foi representada por Leonel Lucas, que confirmou presença na assembleia geral do CPERS, marcada para o próximo dia 9, às 13h30, no Gigantinho, em Porto Alegre.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato, com informações do 22º Núcleo do CPERS/Sindicato (Gravataí)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Matéria Publicada no Jornal do Comércio - 02/12/2009

Servidores públicos protestam contra pacote do Palácio Piratini

Servidores estaduais ligados à Segurança Pública e à Educação se concentraram na manhã de ontem em frente ao Palácio Piratini para pedir a retirada dos projetos enviados pelo Executivo à Assembleia Legislativa. Eles argumentam que as medidas pretendidas pelo governo mexem com as estruturas das carreiras e não acrescentam benefícios ao funcionalismo.

Desde as 10h da manhã, diversos representantes sindicais se revezaram nas falas de cima de um carro de som estacionado em meio a um cercado montado em frente da Praça da Matriz e separado do Palácio Piratini por um cordão de soldados da Brigada Militar.

Em meio aos discursos, chegou a ser anunciado pelos dirigentes sindicais um recuo do governo, que teria desistido do pedido de urgência na tramitação dos projetos. Na assessoria Legislativa do Parlamento, no entanto, nenhuma mudança havia sido apresentada pelo governo aos projetos que foram protocolados em novembro e devem ir à votação até o dia 22 de dezembro, última sessão plenária antes do recesso parlamentar.

"Os servidores não aceitam só a retirada do regime de urgência. É preciso que os projetos sejam definitivamente retirados", defendeu a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Ela sustentou que, caso as medidas continuem tramitando, as categorias poderão fazer uma greve geral. A entidade tem assembleia marcada para o dia 9.

Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm Sindicato, salientou que as propostas "destroem o serviço público e as carreiras". "Este governo, afundado em corrupção, não tem moral para mexer nas carreiras", atacou.

Leonel Lucas Lima, representante da Abamf - entidade dos servidores da Brigada Militar (BM) -, revelou que os brigadianos estão sendo pressionados pelo comando-geral da BM a não se manifestar com relação aos projetos.

"A maioria destes servidores que estão fardados aqui na frente (do Palácio) me ligaram ontem dizendo que queriam estar conosco, mas o comando-geral colocou-os aqui, atrás de nós, e diz que eles não podem fazer greve", relatou.

Por volta das 11h30min, representantes das categorias foram até a Assembleia Legislativa entregar um manifesto aos deputados que participavam da reunião de líderes. Eles também estiveram no Palácio para entregar o documento ao governo.

A professora Maria Souza veio da cidade de Guaíba para participar da mobilização. Ela explica que, faltando apenas cinco anos para se aposentar e estando no nível seis do magistério - onde se enquadram os que têm nível superior de ensino -, não terá vantagens com a suplantação de R$ 1.500,00 defendida pelo governo.

"É uma punição pensar que vou me aposentar e entrar para uma situação em que os salários estarão congelados para sempre. Não há nada neste pacote para os inativos. Se as medidas forem aprovadas, todos os professores que estão na mesma situação que eu terão seus salários arrochados", sustenta.

Servidor da Brigada Militar, o solado Renato Ávila, de Porto Alegre, também se queixa das propostas. Com 24 anos de carreira, entende que os projetos irão extinguir vantagens conquistadas pela categoria como o risco de vida. "Não há reconhecimento. Os R$ 1.200,00 não representam um aumento, serão um completivo. Além disso, quem está inativo terá ainda mais prejuízo", afirma. A atividade teve o apoio de vereadores de Porto Alegre e deputados estaduais e federais.



Executivo não confirma retirada do pedido de urgência na Assembleia

Apesar da pressão dos servidores, o governo do Estado ainda não concretizou a retirada do pedido de urgência na tramitação dos projetos que alteram as carreiras da Segurança Pública e da Educação. O líder do governo na Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen (PP), informou que até amanhã as matérias serão analisadas pelas assessorias técnicas das bancadas.

"Vamos esperar essas reuniões", afirmou o deputado progressista. O retorno dos parlamentares sobre a reação de suas bases no Interior do Estado também deve contar para a decisão do Executivo.

Os projetos encontram resistência também na base aliada. O deputado Edson Brum (PMDB) subiu à tribuna do plenário para afirmar que votará contra as medidas. "Se ficar como está, eu votarei contra. Quando se mexe em plano de carreira tem que haver um tempo maior de discussão", defendeu Brum.

Ele é a favor da retirada do pedido de urgência. Temos que fazer projetos melhor do que aqueles que chegaram aqui na Casa. Não voto nada que retire direito adquirido", enfatizou Brum.

O deputado Marquinho Lang (DEM) também não está satisfeito com os projetos encaminhados pelo Executivo à Assembleia. Oriundo da Brigada Militar, o parlamentar entende que as medidas prejudicam a categoria.

"Onde vamos, o retorno é de que a proposta contraria a estrutura da carreira. O governo dará apenas um abono momentâneo que não será acrescido no básico do policial. Já o aumento da contribuição previdenciária é para a vida toda", ponderou.

Lang criticou os critérios sugeridos pelo Executivo, que, segundo ele, ampliam as diferenças salariais. "O governo está criando uma disparidade entre os salários. Os projetos não estão sendo aceitos pelas categorias", destacou.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ato Unificado do Funcionalismo Estadual

O mês de dezembro começou agitado em Porto Alegre. Na manhã do dia 01, centenas de servidores públicos do RS fizeram uma manifestação em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa, pela retirada do chamado “pacote de bondades” oferecido pelo governo do Estado à Brigada Militar e Professores. Além do Magistério e BM, Polícia Civil, Ministério Público, Servidores do Judiciário, SindiCaixa, SindiÁgua uniram-se contra os projetos que destroem as carreiras e os serviços públicos do Rio Grande do Sul.

Enquanto concede aumentos para os altos salários, o governo Yeda submete a grande massa do funcionalismo à miséria, pagando os piores salários do país para os servidores da segurança e negando a aplicação do Piso Salarial Nacional para os trabalhadores da educação, que estão sem reajuste salarial há mais de três anos, além de atacar diretamente o plano de carreira dos professores, implantando a meritocracia e oferecendo um completivo salarial – que atinge uma parcela mínima da categoria – sobre o qual benefícios obtidos ao longo da carreira não são incorporados.

Durante o Ato Público, foi entregue aos deputados um documento solicitando a retirada dos projetos que atacam direitos dos trabalhadores. O CPERS tem marcada assembleia geral dos educadores para o dia 09 de dezembro. Nesta data, haverá mais uma manifestação conjunta dos servidores que poderão deliberar por uma greve geral no Estado. Os ataques do governo aos direitos dos trabalhadores conseguiram unificá-los em torno de uma bandeira: a rejeição ao pacote e a exigência de sua retirada do Legislativo.