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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É 2011!!!

Ultrapassamos a primeira década do século XXI...
O desenvolvimento tecnológico é assombroso
E o aumento da miséria, deplorável...
Encurtaram-se todas as distâncias,
Aumentaram todas as violências: machismo, racismo, homofobia e todo tipo de discriminação;
Empossaram a 1ª mulher presidente do Brasil
E as mulheres trabalhadoras permanecerão exploradas e oprimidas;
Os trabalhadores europeus deram o exemplo,
A burocracia sindical os traiu;
O Haiti sofre com a fome e o cólera,
O Morro do Alemão parece pacificado,
Tropa de Elite 2 é a imitação da vida;
Há trabalhadores sem terra, sem teto, sem emprego,
Enquanto alguns poucos detêm o poder, as oligarquias, os cartéis...
Há sorteio de obras nos governos;
Falta saúde, educação, segurança, cultura e lazer à população...
Aos “representantes do povo” 70% de reajuste no “básico”,
Aos aposentados, 6,4%...
Evolução? É possível, através da resistência construída pela classe trabalhadora, estudantil e oprimida...
Para 2011, uma só lição: organização e resistência popular contra todos os ataques!
Por Eunice Couto
Professora Estadual/Pelotas/RS

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Previdência Social

Há muito que o PSTU já vem expondo que a Previdência Social no Brasil é superavitária. Até o momento, além deste partido, quase ninguém mais defendia a ideia, acreditando nas colocações mal-intencionadas de todos os governo.
Porém, na última semana dados do DIEESE confirmam as denúncias já feitas pelo PSTU.
Abaixo, reprodução de notícia publicada no site do CPERS Sindicato:

Previdência social gera superávit, afirma Dieese
Tem tornado-se comum ouvir e ler, quase diariamente, que a previdência social no Brasil é deficitária e por isso necessita ser reformada. Estudo divulgado em novembro deste ano pelo Dieese desmonta essa argumentação.

Segundo o levantamento, a receita de 2009 alcançou R$ 392,2 bilhões. Já o pagamento de todos os benefícios urbanos e rurais, assistenciais, transferências de renda, saúde e outras despesas totalizaram R$ 359,65 bilhões. A diferença positiva é de R$ 32,6 bilhões.

A conta feita por aqueles que defendem a reforma leva em conta como receita apenas aquela proveniente da folha de pagamento (R$ 182 bilhões) e como despesa, os benefícios urbanos e rurais (R$ 223,85 bilhões), mais as transferências para estados e municípios (R$ 1,03 bilhão).

Desconsiderando outras importantes variáveis na formação da receita, essa conta gera um déficit de R$ 44,88 bilhões.

O Dieese destaca ainda que o modelo atual de previdência garante a cobertura da população e o equilíbrio entre o financiamento e as despesas com a proteção social.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Educação Pública Estadual em Pernambuco

... aqui em Pernambuco o governo pseudo-socialista Eduardo Campos (PSB) promoveu uma verdadeira esculhambação educacional. Destruiu o Plano de Cargos e Carreiras do Trabalhadores em Educação, o que resultou em perdas salariais. As escolas ditas de Referências, que excluem professores e alunos e o falido programa Travessia bancado pela Fundaçao Roberto Marinho proliferam-se.Professores são vigiados pelos técnicos contratados pelo governo e tem seus horários expostos na internet. Turmas do fundamental em algumas escolas da rede foram extintas num piscar de olhos, diretores que não apoiam as mazelas do governo são depostos. Não
há eleição direta, os gestores permanecem no cargo por meio de decreto. As salas de aulas continuam lotadas e calorentas, há escolas funcionando em galpões. O governo não paga o Piso, juntou nossa gratificação de exercício do magistério ao salário base e mente na imprensa dizendo que paga o Piso. Não discute melhorias salariais, mas bonificação as escolas que executam de cabo a rabo as metas estipuladas pela empresa mineira INDG que agora gerencia a educação no Estado. Esses são apenas alguns dos "feitos" na educação realizados pelo senhor Eduardo Campos.
Um abraço


Dê um vasculhada no nosso blog e vai encontar uma série de postagem que tratam das questões citadas.
E-mail recebido de uma professora pernambucana

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E agora, José?

A festa acabou, a luz apagou... e foi anunciado o secretário da educação do futuro governo, é José Clóvis de Azevedo, tem no currículo passagem na direção do CPERS, participou de outros governos do PT e é da corrente Democracia Socialista.


O futuro secretário é sabedor que os educadores não concordam com a meritocracia, por várias razões, aliás, o próprio, em uma fala num encontro organizado pelo CPERS, reconheceu que este projeto só agrava os problemas da educação, na ocasião citou pesquisa recente da ex-secretaria da educação do Bush, que implementou a meritocracia nos EUA, e que apresenta dados e números da falência que foi o projeto, uma avaliação que parte da realidade concreta.


O fato de ter sido dirigente do CPERS não significa muita coisa, lembremos a Mariza, mesmo que rapidamente, além disso, tivemos outras experiências com lideranças, saídas do sindicato, que assumiram postos em governos, mas tivemos uma colega que despertou uma forte ilusão na categoria, a Lucia Camini no governo Olívio, pois defendia 190% de reposição salarial, coisa que não cumpriu e a valorização no governo Olívio teve que ser arrancada na luta, na greve.


Este governo se elegeu e desperta esperança, mas entre os educadores está longe de ter a mesma expectativa do que foi com Olívio, o que é positivo, pois mesmo que o futuro secretário tenha inclinação contrária à meritocracia, ele seguirá as diretrizes que o governo estabelecer, neste sentido criar ilusão que este tema não será retomado, pelo governo do Tarso, não permite a preparação necessária para o que vem pela frente.


Nossos desafios continuam, os educadores terão que manter acessa a utopia, que não veio, e exigir do José a sua coerência e lhe perguntar você marcha José, para onde?
Prof. Manoel
Diretor 22º Núcleo CPERS
Gravataí

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Revelações sob o ENEM

O Exame Nacional que visa indicar os alunos aptos a frequentarem a universidade tem sido fonte de boas polêmicas nos últimos dois anos. Entretanto, é possível que alguns aspectos não tenham recebido a devida atenção.
Em 2009, após o escândalo do vazamento da prova a dois dias de sua aplicação, em segunda data, teve um de seus maiores testes – a redação – versando sobre si mesma: ética e corrupção. A própria prova era reflexo da falta da virtude na sociedade atual.
Um ano após, vem outra vez o ENEM demonstrar, nitidamente, outro aspecto da realidade vivida. Basta pensar: quem são os estudantes/candidatos ali sentados por horas a fio, tentando resolver da forma mais adequada as 180 questões objetivas, além da elaboração de um texto, nas tardes de sábado e domingo? Jovens e trabalhadores em busca de uma graduação universitária para chegar a melhores condições de trabalho e salário.
Observe-se, então, o outro lado: quem eram as pessoas que possibilitaram a realização do exame, nas diversas instituições onde o mesmo fora aplicado? Professores com curso superior, em grande número com especialização, trabalharam durante o fim de semana, no mês de novembro, durante oito ou nove horas de cada dia. Seriam esses trabalhadores, voluntários? NÃO! Esses profissionais são educadores, na maioria professores, no final de mais um ano letivo, que empenharam seu período de descanso, abdicaram do convívio com a família, de suas horas de lazer, em troca de um “extra” no valor de R$65,00 por dia.
Este é o retrato mais perfeito do descaso dos governos com a educação; da falta de investimentos nesta área; dos salários indignos que o professor – profissional que oportuniza a existência de todos os demais – recebe. Ou alguém supõe que essas pessoas todas trabalharam no final de semana apenas para não ficar em casa? Quiçá, por diversão?
Para completar, o tema da redação não poderia ser mais adequado: “O trabalho na construção da dignidade humana”. Para apoio, dois textos: um que versava sobre a época da escravidão; outro que tratava do trabalho no futuro, com uma boa dose de machismo, além da indicação da perda de direitos trabalhistas num futuro bem próximo. Em cada sala de aula, dois escravos contemporâneos que recebem, mensalmente, salários e tratamentos indignos tanto dos governos quanto da sociedade em geral.
O que se pode esperar do futuro da educação num país que trata mal seus educadores? Que interesse pode-se exigir dos jovens que vivenciam essas situações de desrespeito? Como se pode explicar que o estudo é a melhor herança que se deixa aos filhos?
Enquanto os princípios básicos da população não forem tratados com dignidade – leia-se saúde, educação, moradia, segurança, trabalho e lazer – não haverá uma sociedade livre das drogas, do tráfico, da violência, da barbárie que é mostrada diariamente em todos os veículos de comunicação.
Ora, mas a 8ª economia mundial participa do encontro anual do G20.


Eunice Couto
Professora Estadual
Pelotas

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Não ao fechamento da escola Santa Rita!!!

Texto escrito pelo Manoel, diretor do núcleo de Gravataí, CPERS




Olá colegas, escrevo para dar dimensão a um fato lamentável que pode se concretizar em Gravataí!

A atual prefeita da cidade e professora aposentada Rita Sanco quer economizar fechando o ensino médio do Santa Rita!
É a única escola do município que tem ensino médio, perto de 1300 estudantes ficarão sem escola inchando ainda mais as já superlotadas escolas estaduais do entorno.
Leia o e-mail, entenda o caso e some-se na manutenção do ensino médio da escola Santa Rita.

Prefeitura admite: quer se livrar do ensino médio

Na quarta-feira, dia 20, houve uma reunião, entre representantes da escola, do governo federal e da prefeitura com o promotor público de Gravataí.
O encontro permitiu fortalecer a verdade sobre a intenção da prefeita em relação à escola Santa Rita, que é, e sempre foi, de se ver livre da única escola de ensino médio do município e com isso fazer economia na educação.
O argumento inicial, para fechar o ensino médio, era a vinda da escola técnica e para isso precisava do prédio do Santa Rita para instalação dos cursos, inclusive foram distribuídos panfletos com os possíveis cursos, enganando a população. Na reunião desta quarta-feira o representante do governo federal salientou que nunca estiveram confirmados os cursos e se viessem seriam só para 2012. A Rita sabia disso, e utilizou este argumento para tentar dividir a comunidade e implementar a política parecida com a Yeda, de fechamento de escolas.

Que feio Rita, mentindo para a população!

Fechar escolas é um retrocesso, é uma lógica das políticas neoliberais, que buscam retirar recursos das áreas sociais para garantir lucros de empresas por meio de subsídios e investimentos, políticas combatidas desde sempre por um PT das antigas, que não existe mais, infelizmente.

A reunião e a verdade sobre a escola

Na reunião a representante da Rita deixou evidente a intenção da prefeitura: ECONOMIZAR COM A EDUCAÇÃO!
Isso foi à própria representante da prefeitura que disse, reproduzindo a nova versão para tentar legitimar o fechamento da escola Santa Rita, ou seja, na nova versão os recursos que iriam para escola seriam utilizados para atender séries iniciais.

Todos e todas a asssembleia, é no sábado às 18 horas!

É preciso comparecer a assembleia de sábado na escola Santa Rita na Cohab A, para que possamos definir novas estratégias de pressão sobre a prefeitura, juntamente ao dialogo é preciso demonstrar a insatisfação com esta medida nociva aos interesses da população de Gravataí.
Esta na hora de botar o bloco na rua, realizar um grande ato público em conjunto com outras escolas que serão atingidos pelo fechamento da escola e pensar seriamente em um acampamento na frente da prefeitura.
É preciso dar dimensão ao crime que será cometido contra a educação no município pela prefeitura do PT, chamar a atenção da comunidade da cidade e do estado, até que Rita reveja sua posição arrogante.

Nós do 22°, que realizamos uma luta vitoriosa contra a Yeda, nos manifestamos pela manutenção do ensino médio no Santa Rita e estaremos ombro a ombro com a comunidade nesta luta!

Manoel Fernandes
Diretor do 22° núcleo do CPERS/Sindicato.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ato Público na quarta, dia 27

Derrotamos Yeda; é possível derrotar Rita!


Nós, trabalhadores da educação estadual, realizamos nestes últimos quatro anos uma guerra contra um governo muito ruim para educação e demais serviços públicos: Yeda foi a representante maior dos ricos e poderosos do RS e colocou os recursos do estado a atendê-los.
Além disso, tentou retirar dinheiro das áreas sociais para sobrar, ainda mais,para saciar a ganância da elite gaúcha. Na educação tentou acabar com os planos de carreira dos professores, de diversas formas e métodos; utilizou a mentira para enganar a população e a força para tentar calar os trabalhadores em educação. Fomos recebidos, inúmeras vezes, na frente do Piratini, com tropa de choque, cachorros, cavalos e até bomba.
Devemos lembrar também que Yeda tinha uma base grande na assembleia legislativa: PMDB, PP, PTB, além do PSDB e DEM. Assim, podia aprovar todos os seus projetos.
E, por último, teve ao seu lado os grandes grupos de comunicação. Olhando este quadro, parece que não havia alternativas: uso da força, mídia, confusão da população e apoio no parlamento um - a combinação favorável a Yeda.
Porém,houve um componente que não foi bem avaliado pela governadora: a disposição para lutar dos trabalhadores em educação, os quais não mediram esforços para derrotar uma representante do pior da política deste estado e país que estava destruindo a educação pública.
Yeda foi derrotada por uma categoria organizada por uma direção combativa. A direção atual do CPERS conduziu a luta no sentido de que, para além da construção de apoio institucional, era preciso colocar em marcha, nas ruas, a defesa da escola pública.
Esse pequeno relato é só para dizer que mesmo nós tendo as dificuldades que tínhamos, pouco tempo para organizar a luta e faltando, muitas vezes, o apoio da comunidade, vencemos! Derrotamos um governo e seus planos contra população.

O Santa Rita é nosso! Tire sua mãos dona prefeita!

Portanto a luta em defesa da Santa Rita parte de um quadro favorável para a manutenção da escola. Apesar de a prefeita recorrer a métodos semelhantes aos de Yeda, tentando enganar a população com panfletos e contar com o apoio da mídia local, tem do outro lado: a disposição de luta dos professores e funcionários e o apoio forte da comunidade escolar. Este último é um componente de qualidade, se nós, trabalhadores da educação estadual, na nossa luta contra a Yeda, tivéssemos a comunidade ao nosso lado - como hoje pode contar a escola Santa Rita - já teríamos varrido Yeda, há mais tempo, do Rio Grande do Sul.
O apoio da comunidade é fundamental para legitimar a luta justa dos colegas do município. Aqui não se trata de defender a permanência de quem quer que seja na direção da escola. Este argumento é rasteiro e sem sentido. Nossa luta é pela permanência da escola, atendendo aos mil e quinhentos estudantes da comunidade.
Estamos do lado da comunidade contra esta insanidade da prefeita e imbecis de plantão!

Sem ilusão no governo Tarso!

Uma palavrinha inicial sobre o futuro governo: nós não acreditamos que o governo Tarso será bom para educação: pela composição de seu governo, por ser da ala mais direita do PT e por ter dado diversas declarações comprometendo-se com agendas e propostas empresarias, como a agenda 2020. Além disso, Tarso foi Ministro da Educação e criou o PDE que, entre outras coisas, instituiu a meritocracia.

Ato público na quarta-feira, dia 27.

Nesta quarta, participe do ato, na frente da prefeitura. Vamos mostrar nossa indignação contra a atitude da dona Rita ao querer fechar uma escola!
Manoel Fernandes
Professor Estadual
Diretor do 22º Núcleo do CPERS -Gravataí

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Na internet:

Professores reclamam de desvalorização e má condição de trabalho
Piso salarial e plano de carreira foram aprovados, mas agora aguardam posição da Justiça. Infraestrutura e formação são carentes

Cinthia Rodrigues e Priscilla Borges, iG São Paulo e Brasília

O Dia do Professor de 2010 deveria ser o terceiro no Brasil com o piso salarial, aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional em julho de 2008, e o segundo com plano de carreira em todos os Estados, sancionado no ano passado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Os dois pontos, no entanto, não estão garantidos até hoje, e a profissão segue entre as mais desvalorizadas financeiramente no País, com educadores reclamando da falta de formação adequada para acompanhar as rápidas transformações da sociedade e da precariedade em estrutura nas escolas.


A lei que aprovou o piso salarial e previa o plano de carreira é questionada na Justiça pelos Estados. “Ganhamos algumas batalhas nos últimos anos, mas elas ainda não começaram a valer e são travadas outras negociações que seriam vinculadas a isso, como a garantia de progresso na carreira”, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão. Para ele, só quando houver uma garantia de salário mínimo e progressão a profissão voltará a atrair bons profissionais.

O piso salarial aprovado em 2008 era de R$ 950 e já foi reajustado para R$ 1.024. Originalmente, a lei determinava que o valor seria o mínimo para todos os profissionais, independente da carga horária exercida, mas a interpretação do Ministério da Educação e dos Estados é de que vale apenas para quem tem carga horária de 40 horas semanais, a máxima prevista por lei. Segundo levantamento da CNTE, pelo primeiro critério, apenas o Mato Grosso estaria em dia. Pelo segundo, quatro Estados ainda estariam pagando abaixo: Alagoas, Ceará, Goiás e Tocantins.

A má remuneração é apontada como causa da falta de interesse dos jovens pela carreira. Uma pesquisa da Fundação Lemann, realizada com vestibulandos a partir dos resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2008, apontou que os 5% com as piores notas na avaliação querem ser professores. Os melhores vão para áreas médicas e de engenharia, exatamente as que pagam melhor.

Despreparo com a nova geração
Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Sanches, uma das maiores dificuldades para quem está na carreira é falta de preparo das faculdades e universidades brasileiras para a prática. Na opinião dela, os professores não estão prontos para encarar a nova geração de estudantes do País. Conectados o tempo inteiro pela internet e celulares, capazes de realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo e entediados com o modelo de ensino que recebem, esses alunos se tornam “problemas” para os docentes, que terminam frustrados e, muitas vezes, ficam doentes.

“Não conseguimos preparar melhor os professores para lidar com os desafios do século 21”, lamenta. “O ambiente que o aluno encontra na escola é muito diferente do que está fora dela. Se esse ambiente escolar não for mais atrativo, não resolveremos problemas como a evasão e o déficit de aprendizagem dos estudantes”, afirma.

Sanches lembra que o número de professores doentes, em licença médica, por diferentes motivos, é alto em todos os municípios brasileiros. “Essa frustração por não conseguir fazer o aluno aprender é terrível. Os professores não conseguem se sentir realizados”, comenta.

Pesquisa publicada este ano pelo sindicato dos professores do Paraná mostra que 5 mil dos 60 mil docentes da rede estão afastados por motivo de saúde e 30% deles por estresse, depressão e outras doenças mentais.

Integrante do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão Alvarenga Craveiro, acredita que os professores têm de se manter indignados, mostrar que não podem organizar uma escola diferente sem condições para isso. “A indignação e a paixão têm de estar sempre acesas na vida do professor. E eles só terão condições de trabalho decentes quando a educação for prioridade.”

15 de outubro - Dia do/da Professor/Professora