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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ANEL promove debate sobre Haiti no Acampamento da Intercontinental da Juventude

O Espaço Hip-Hop, do Acampamento Internacional da Juventude, foi palco, quinta-feira, dia 28, do debate “Haiti: luta e solidariedade”, promovido pela Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL). Cerca de 60 pessoas passaram pela atividade, que teve como colaboradora a militante do PSTU, doutoranda em Educação e funcionária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Vera Rosane de Oliveira.

O debate foi um dos poucos espaços do Fórum Social Mundial em Porto Alegre que teve como tema a questão do Haiti. Hoje, sem dúvida, esse é um dos principais temas da luta de classes em nível mundial.

Vera analisou a história do Haiti, seu povo e sua luta, desde 1804, ano da Revolução Anticolonial que expulsou os franceses do país, até os dias de hoje, de ocupação militar da ONU e de resistência do povo haitiano contra o imperialismo. Sobre a catástrofe que atingiu o país há poucas semanas, ela apontou como fator que potencializou a tragédia as péssimas condições de vida do povo haitiano, resultado de séculos de exploração.

“Nos EUA, a última grande catástrofe ambiental não teve as mesmas proporções. Já no Haiti não, isso porque o povo haitiano não tem saneamento básico, moradia adequada e 80% da população vive abaixo da linha da pobreza”, afirmou Vera.

Aberto o debate, os participantes puderam expor suas opiniões, dúvidas e sugestões, questões importantes foram colocadas como “o que fazer para ajudar o Haiti?” e “qual o papel das tropas brasileiras?”. Diversas ideias e sugestões de como organizar a solidariedade ao povo haitiano também foram propostas, como boicotar as empresas que têm fábricas e impõem um regime quase escravo aos trabalhadores haitianos e exigir do governo Lula que abrigue os estudantes do Haiti que hoje veem a Universidade de Porto Príncipe aos escombros.

Durante o fechamento, Vera respondeu às perguntas e opinou sobre algumas questões abordadas. Falou sobre a campanha de solidariedade, organizada pela Conlutas junto com outras entidades, que visa angariar recursos para entregar às organizações operárias do Haiti e fazer um grande movimento no Brasil pela retirada das tropas.

Sobre o papel das tropas, Vera disse que nada mais são do que seguranças do imperialismo que explora dia-a-dia o país. Ela citou como exemplo: “Em 2004, os jogadores do Brasil e Lula visitaram o Haiti e foram saudados com as tropas pelo povo haitiano, hoje cinco anos depois a população já fez sua experiência, na última visita do presidente gritou: fora as tropas de ocupação!”.

Para os participantes do debate, ficou a tarefa de organizar a solidariedade ao povo haitiano e a clareza de que é preciso fortalecer a resistência daqueles que lutam por um Haiti livre. A ANEL está junto nessa batalha.
Por Matheus Gomes "Gordo"
Publicado em www.pstu.org.br

Plenária discute unificação da Conlutas com a Intersindical


O auditório do CPERS-Sindicato reuniu na quarta-feira, 27, mais de 200 pessoas por ocasião da plenária que discutiu o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que terá como tema a unificação entre a Conlutas e a Intersindical em uma só entidade. A atividade fez parte do Fórum Social Mundial 2010, em Porto Alegre. Participaram dirigentes e sindicalistas de vários estados. Eles contribuíram com intervenções importantes para o debate sobre a reorganização do movimento sindical, popular e estudantil.

O encontro abriu com o dirigente da Intersindical, Gilberto Maringoni, que fez uma análise histórica da crise econômica e social, consequente do capitalismo. Ele chamou a atenção para a urgente necessidade de uma organização sindical que possibilite aos trabalhadores derrotar o capitalismo e impor uma construção de uma alternativa socialista.

Logo após, falou em nome da Conlutas Valério Arcary, que retomou também algumas questões do histórico de crises do capitalismo e afirmou que as mesmas podem ser uma oportunidade para desencadear mudanças na situação atual, a depender das lutas da classe trabalhadora.

Aberta a plenária, muitos sindicalistas defenderam a união de forças sindicais, populares e estudantis que possam enfrentar o governo capitalista e suas políticas neoliberais. Secundarizando as diferenças, as duas entidades enfatizaram o acordo de que é muito importante que a classe trabalhadora brasileira construa uma central forte e unificada nas lutas contra o capital. Todos os discursos giraram em torno de que essa nova entidade seja uma ferramenta dessa classe como estratégia socialista, ao contrário da CUT, que se transformou em auxiliar do governo Lula.

Por Aline Costa


Valério Arcary fala sobre crises econômicas no FSM

Dentro da programação do Fórum Social Mundial 2010, em Porto Alegre, o dirigente do PSTU e historiador, Valério Arcary, falou nesta quarta-feira, 27, para cerca de 150 pessoas de vários estados, no Armazém 6 do Cais do Porto. O debate teve como tema as “Crises Econômicas e Revolução em Perspectiva Histórica”. Valério fez uma análise da história para entender a crise econômica atual e como esta pode ser uma oportunidade para trabalhadores derrotarem o capitalismo e construírem uma alternativa socialista.

O painelista abriu o encontro contextualizando os ciclos de crises do capitalismo ao longo da história e fazendo um paralelo entre elas. Ele enfatizou os mecanismos de solução, utilizados historicamente pelos governos para conter as crises, identificando o uso dos mesmos também na crise atual.

Valério apontou os limites da experiência histórica para intervenção e contenção de um possível descontentamento social e classificou a situação da atualidade como pré-revolucionária. Ele também reafirmou que a saída da crise e a superação do capitalismo continuam nas mãos da classe trabalhadora, sendo que, dentro desta, serão os jovens quem protagonizarão as lutas, por trazerem consigo a força da mudança e não terem medo de correr riscos.

Ao final do debate muitos participantes fizeram intervenções e perguntas ao palestrante, que retomou alguns pontos do tema do painel e, por fim, fez críticas ao FSM. “Estamos muito longe do que seria um Fórum independente do governo. A principal atividade deste Fórum é promover um palco eleitoral para os candidatos do Presidente Lula”, declarou.
Por Aline Costa
Publicado em www.pstu.org.br

Conlutas debate movimento GLBT no FSM


Cerca de 70 pessoas participaram nesta terça, 26, do debate sobre a luta GLBT e a reorganização dos movimentos combativos: estudantes, trabalhadores e diversidade sexual. A atividade fez parte da programação da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) no Fórum Social Mundial 2010, em Porto Alegre, e aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd-RS).

O evento reuniu categorias de diferentes estados do Brasil, dentre companheiros da Conlutas e movimentos ligados à luta GLBT. Os painelistas, Douglas Borges, do GT GLBT da Conlutas, e Roberto Seitenfus, do Grupo Desobedeça, abordaram temas como a luta contra o preconceito e a discriminação e a importância do movimento sindical e estudantil na construção de alternativas de combate à homofobia.


O encontro teve como objetivo principal discutir a construção de um movimento GLBT independente do Estado, dos governos e empresários na tentativa de resgatar as bandeiras históricas da luta em favor dos trabalhadores homossexuais, hoje secundarizadas ou mesmo deixadas de lado pela maioria das organizações que, de uma forma ou de outra, foram ganhas pelo governo Lula.

Douglas enfatizou a urgência na aprovação do Projeto de Lei que propõe a criminalização da homofobia (PL-122) e criticou o chamado “mercado pink”, como instrumento do capitalismo que segmenta economicamente os homossexuais, discriminando os que não têm dinheiro para comprar a sua segurança e o respeito à sua orientação sexual. Ele também mencionou a importância do encontro que ocorrerá ainda este ano, no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que visa encaminhar o processo de fusão da Conlutas com a Intersindical.

Douglas descreve essa união como um passo importante para abrir debates a respeito da luta GLBT. “Essas duas organizações do movimento sindical surgiram no governo Lula e se destacaram como campo combativo, à parte das demais entidades. A junção desses dois elementos abre, portanto, um terreno fértil para que a gente possa discutir os movimentos sociais, em particular, a causa GLBT”, declarou.

Logo após, Roberto Seitenfus falou sobre as organizações das Paradas e Miniparadas Livres em todo o Brasil que, ao depender de verbas e patrocínio dos governos e das empresas, acabam espalhando paradas-shows durante todo o ano, desconsiderando o dia 28 de junho, Dia do orgulho GLBT. Reiterou, também, a questão das opressões sofridas pelo público não consumidor do mercado GLBT e denunciou, principalmente, o Shopping Nova Olaria, local da cidade frequentado por um público GLBT, que seguidamente comete atos de preconceito e repressão contra homossexuais.


Por Aline Costa




Na marcha de abertura do FSM, PSTU denuncia repressão no Haiti


“O Haiti precisa de água, remédios e comida, não de fuzis e repressão!” Essa foi a bandeira levantada pelo PSTU na marcha de abertura do Fórum Social Mundial 2010, em Porto Alegre (RS), nesta segunda-feira, 25. Mais de 7 mil pessoas caminharam do Largo Glênio Peres, no centro da capital, até a Usina do Gasômetro, cartão postal da cidade.

O bloco da Conlutas, do qual o PSTU participou, reuniu cerca de 200 pessoas. Também estava presente a corrente Alternativa Socialista, do PSOL. Durante a caminhada, foram distribuídos milhares de panfletos e vendidos mais de 90 unidades do jornal Opinião Socialista, que tinha como matéria principal o caos no Haiti e a necessária solidariedade dos trabalhadores a este país.


As atividades continuam na terça, 26. Às 18h, acontece o painel “A luta GLBT e a reorganização dos movimentos combativos: estudantes, trabalhadores e diversidade sexual”. A atividade será no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd-RS).


No dia 27, no Armazém 6 do Cais do Porto, Valério Arcary, dirigente do PSTU, falará sobre “Crises econômicas e Revolução em perspectiva histórica”. A palestra acontece a partir das 14h.

Ainda no mesmo dia, a Conlutas e a Intersindical realizam plenária sobre a reorganização do movimento sindical, popular e estudantil, na sede do Cpers-Sindicato, às 18h30min. O desenvolvimento dos debates e a cobertura dos eventos serão publicados diariamente neste espaço.


Por Aline Costa

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O PSTU no FSM

Confira as principais atividades que o PSTU participará, no FSM de Porto Alegre:

Segunda, 25/01
17h - Marcha de abertura


Terça, 26/2
18h - A Luta GLBT e a reorganização dos movimentos combativos, estudantes, trabalhadores e diversidade sexual. GT GLBT da Conlutas.
Local: Auditório do SINDIPPD.


Quarta, 27/1
14h - Crises econômicas e revolução em perspectiva histórica. Palestrante - Valério Arcary. Local: Auditório do SINDIPPD.

18h 30min - Plenária sobre a Reorganização do Movimento Sindical e Popular. Auditório do CPERS.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Atividade do GT - GLBT inscrita no FSM de Porto Alegre

Convidamos todos os ativistas e as ativistas dos movimentos sociais a participarem da atividade do GT GLBT da Conlutas - Grupo de Trabalho de Gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros:

Luta GLBT e a reorganização dos movimentos combativos: estudantes, trabalhadores e diversidade sexual

A atividade será no dia 26 de janeiro, 18h no auditório do SINDPPD de Porto Alegre, quase ao lado da Usina do Gasômetro onde acontecerão as principais atividades do FSM.

Endereço: Rua Washington Luiz, 186 - Bairro Centro - Porto Alegre - RS

A atividade já consta na programação oficial no site do FSM de Porto Alegre.

GT GLBT
19/01/2010

Plenária: Reorganização do Movimento Sindical e Popular

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fabiano Pereira vai a Brasília esclarecer implantação da Lei do Piso no RS

O coordenador da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa do Piso Nacional do Magistério, deputado Fabiano Pereira (PT), embarca nesta terça-feira (19) para Brasília, onde se reúne com o ministro da Advocacia-Geral da União, Luis Inácio Lucena Adams, e com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dr. José Antônio Dias Toffoli. O parlamentar irá esclarecer com os ministros a obrigatoriedade ou não dos Estados na aplicação da Lei 11.738, que estabelece o Piso Nacional do Magistério.
Sancionada pelo governo Lula em julho de 2008, a lei prevê que em janeiro de 2010, todo o Brasil deverá pagar um piso de R$1.024,67 (valor conforme último reajuste, de 7,86%, do MEC, em dezembro de 2009). Este piso não será teto, é bom lembrar. É sobre este piso que se aplicará outras remunerações, como, por exemplo, antiguidade e plano de carreira..
A dúvida jurídica se deu devido a cinco governadores (entre eles, a do RS, Yeda Crusius), que ingressaram, no STF, com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei do Piso, mas que ainda não foi julgada no mérito.
"Precisamos urgentemente esclarecer sobre a aplicação da Lei, para, por um lado, diminuir a angústia dos professores que esperam uma valorização e, por outro, analisar a situação do Estado que, caso não cumpra a lei, poderá sofrer as sanções penais e ainda mais processos", destaca Fabiano.