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terça-feira, 8 de junho de 2010

Nova central é fundada, mas Intersindical rompe com o congresso

Setor minoritário abandona o Conclat, com o argumento da discussão sobre o nome da nova entidade

Milhares e milhares de ativistas sindicais se reuniram para eleger cerca de três mil delegados que se deslocaram de todo o país para Santos, com a proposta de fundar uma nova central. Existia um amplo acordo de formar uma central que fosse uma alternativa às centrais governistas, e com uma plataforma de ação para as lutas imediatas dos trabalhadores. Também houve acordo entre todas as forças convocantes do congresso de que as diferenças que existissem deveriam ser resolvidas pela base, no próprio congresso.

No entanto, depois de perderem a votação da última diferença, sobre o nome da entidade, a Intersindical, a Unidos para Lutar (CST), e o Movimento Avançando Sindical (MAS) romperam com o congresso, desrespeitando não só os outros delegados, mas também as regras sob as quais foi convocado o congresso.

Esses setores não aceitaram a proposta vitoriosa de nome: Conlutas-Intersindical. Central Sindical e Popular (CSP). Terão que explicar em suas bases porque rompem com um congresso em função de algo como o nome da entidade.

Essa discussão tinha como pano de fundo uma negação sectária por parte da Intersindical de que houvesse qualquer menção da Conlutas no nome da nova entidade. Queriam, assim, negar a rica contribuição dada nestes seis anos que a Conlutas existiu, como nas grandes mobilizações do funcionalismo contra a reforma da Previdência, nas duas grandes marchas a Brasília, na luta contra as demissões da Embraer, e em inúmeras greves pelo país.

Eles argumentam contra o “hegemonismo”. Que hegemonismo é esse, se o nome proposto era “Conlutas-Intersindical”? Na verdade, o que se queria era impor, de forma sectária, a exclusão de qualquer menção à Conlutas na nova central.

Estava em discussão, porém, mais que um nome. Estava em questão a metodologia da democracia operária. A Intersindical queria impor um critério do tipo “ou aceitam o que eu quero, mesmo sendo minoria, ou eu rompo”. Ou seja, não pode existir uma participação das bases em decisões, prevalecendo apenas o consenso entre as correntes políticas.

Se a nova central já nascesse com essa característica, nasceria morta. Amanhã viria o mesmo método em todas as questões políticas e se imporia a paralisia e o burocratismo. Por este motivo, o Conclat foi convocado de comum acordo, com outro critério, de que as diferenças seriam resolvidas através de votações dos delegados, ou seja, pela democracia operária. Foi com essa democracia que a Intersindical rompeu.

Uma nova central
O congresso, ao constatar a ruptura, resolveu manter todas as votações, definir uma direção provisória e chamar as correntes que romperam a repensarem sua atitude e recompor a unidade.

A nova central Conlutas-Intersindical-Central Sindical e Popular foi fundada. Mais fraca do que poderia ser, se não houvesse a ruptura. Os delegados do congresso elegeram uma direção provisória com 21 nomes para funcionar até a próxima reunião, daqui a dois meses. A nova entidade já vai se expressar na luta de classes contra o veto do governo Lula ao fim do fator previdenciário. Junto com isto, continuará a chamar a Intersindical a recompor a unidade.

Retomar a unidade
Os que permaneceram no congresso fizeram uma avaliação da crise aberta. Janira Rocha, do MTL, afirmou que desde o início o movimento vem lutando pela unidade, mediando os conflitos entre os diferentes setores e defendeu a retomada dos esforços pela unidade.

Guilherme Boulos, dirigente do MTST, criticou a postura da Intersindical. ”Nós votamos a favor do nome ‘Central Classista dos Trabalhadores’, pois não concordávamos com o nome que os companheiros da Conlutas propuseram, mas nem por isso deixamos de estar aqui”, afirmou, lembrando que a necessidade de organização da classe trabalhadora ”está acima dessas questões”. Ele fez críticas ao PSTU mas terminou reafirmando que o MTST ”estará presente nessa nova central que estamos construindo” e que ”a partir do momento que terminar esse congresso devemos retomar todos os esforços para costurar novamente essa aproximação”.

José Maria de Almeida, o Zé Maria, afirmou em sua avaliação que “o caminho da construção da unidade não é uma luta fácil”. Sobre a polêmica, Zé Maria afirmou que o nome Conlutas não é de nenhuma força majoritária, mas um nome construído por milhares de trabalhadores por anos. Para o dirigente, a real polêmica envolvendo a retirada dos setores da Intersindical do congresso é o desrespeito à democracia operária. “Nenhuma força, seja ela minoritária ou majoritária, é dona de um nome ou de uma entidade. É sempre a base que deve decidir, e a base está aqui nesse congresso”, afirmou, sendo muito aplaudido.

Zé Maria lembrou do acordo realizado para os preparativos do congresso, de que qualquer polêmica que as direções dos setores não consigam resolver seria remetida à base. O sindicalista, porém, defendeu que sejam empreendidos todos os esforços para que esses setores retornem. ”Não é por nenhuma benevolência nossa, mas porque a nossa classe precisa”, disse, ressalvando, no entanto, que isso não pode se dar à custa da democracia operária.

Por fim, Zé Maria reafirmou a importância das resoluções do congresso e deixou claro que, já no dia imediatamente posterior ao congresso, a nova entidade estará nas ruas, atuando em defesa dos trabalhadores. ”Amanhã a Conlutas-Intersindical Central Sindical e Popular estará nas ruas e no próximo dia 14 estaremos no ato contra o veto de Lula ao fim do fator previdenciário”, afirmou.

www.pstu.org.br

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A farsa da meritocracia

O projeto que dá prêmios ao atingir metas não valoriza o servidor público. Ao contrário, a real intenção é retirar vantagens. A situação mais grave é o cumprimento da emenda 19 que estabelece o fim da estabilidade do servidor público. Portanto, quem não concordar com as políticas do governo de plantão não terá avaliação positiva, correndo o risco de ser demitido, como já acontece em Minas Gerais, do PSDB de Aécio Neves.
A meritocracia era uma das condições para a governadora Yeda receber o total do empréstimo do Banco Mundial, ou seja, este projeto também atende aos esquemas dos governos para retirar verbas das áreas sociais para poder garantir o lucro dos banqueiros.

Meritocracia sempre será meritocracia

Meritocracia é igual com o PSDB, com o PT, com o PMDB, ou qualquer outro partido comprometido com os empresários e a burguesia estadual e nacional.
A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defende a meritocracia no serviço público, defesa feita há poucos dias no TS e que é respaldada pelo pré-candidato ao governo do estado, Tarso Genro, que obviamente defende, pois quando foi ministro da educação de Lula, instituiu o PDE.
Não existe diferença entre a meritocracia da Dilma e a meritocracia da Yeda – inclusive, Dilma citou, na defesa do projeto, o dono da Gerdau, conselheiro de Yeda.
O projeto defendido por Dilma – que dá prêmios a poucos, exclui aposentados, não leva em conta as condições de trabalho e salário dos servidores, demite e persegue os trabalhadores – foi derrotado aqui no estado. Os trabalhadores da educação impediram Yeda de fazer o mesmo que Serra e Aécio vêm fazendo em seus estados, destruindo os serviços públicos e colocando a culpa nos trabalhadores.

Coerência ou decorrência das políticas neoliberais?

A defesa da meritocracia de Dilma é a continuidade de políticas adotadas desde cedo pelo governo de Lula, ou seja: aplicação de políticas neoliberais, que buscam diminuir o financiamento do Estado e estimular a participação e a parceria da iniciativa privada na gestão pública. Para isso lembremos a reforma da previdência de 2003 e, hoje, Lula mantém o fator previdenciário.
Portanto, não deve haver surpresa quando a candidata do PT fala em meritocracia. O PT, que era crítico da maioria destas políticas, hoje não tem problemas em defendê-las. A defesa da meritocracia é uma decorrência natural dos rumos das políticas adotadas pelo partido. A meta de Lula sempre foi fazer caixa, diminuindo investimentos para pagar banqueiros internacionais e nacionais, obtendo como prêmio seu segundo mandato.
A candidata do PT não tem a mesma popularidade de Lula e, por isso já sinaliza como será sua política, coerentemente, procurando respaldo nos setores empresariais - foi por isso que lembrou o dono da Gerdau ao defender a meritocracia.
Os problemas da educação não serão resolvidos premiando uns poucos. A solução passa por políticas iniciadas na oferta de escolas em condições e em busca da valorização efetiva dos educadores. A meritocracia nada mais é que outra tentativa dos governantes de se omitirem frente a sua principal obrigação: o financiamento da educação pública.
Por Manoel Fernandes - 22º núcleo do CPERS - Gravataí

terça-feira, 11 de maio de 2010

Contra o fechamento da E.E.Arnaldo Farias-Bagé-RS

O Berço da Desigualdade está na Desigualdade do berço

Marcio Abip

Querem fechar nossa Escola
Talvez seja porque somos pobres,
Não em espírito, porque nesta Alma lhes afirmo: vai um pouco da ternura, da alegria, da benevolência
de uma Legião de duzentos e vinte Anjos...
De anjos sapecas, brincalhões, daqueles que aprontam de vez enquando,
de Anjos, ora bolas, Crianças!!
Quem sabe não seja por isso que queiram fechar nossa Escola, pergunta-me Chiquinho referindo-se as travessuras que sempre estão matutando fazer...
Talvez Chiquinho, talvez...e calo-me como só os adultos sabem calar.
Querem fechar nossa Escola
Dizem: as leis mudaram, as normas são outras, as certidões são diferentes, temos que prestar contas pros auditores, pros ministérios, para ordens superiores, para província...além do que perderemos dinheiro em manter esta Escola...
Tristes homens sós e seus pesos, suas preces de espírito vazias e suas vidas de mil moedas...
“Os Lírios não nascem das Leis”
25 ¶ Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? 26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? 27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
Querem fechar nossa Escola
Talvez o consigam talvez não...
Quem sabe ainda há tempo para que estes senhores compreendam, pensem com o íntimo de suas consciências que não querem ver estas crianças nas ruas, no trabalho infantil, na prostituição, no mundo das drogas, nas esquinas pedindo esmolas, sendo violentadas, sendo-lhes roubado diariamente a inocência e a alegria de estarem vivas e Sendo...A estes senhores lhes dizemos:
31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? 32 (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; 33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Nos dirão: ninguém é insubstituível!
Pois lhes afirmo o contrário, cada um de nós Educadores desta Escola construímos vínculos de Alma com nossas crianças e estes laços ninguém consegue substituir...Somos Gentes, não números.
Os justos residirão para sempre na terra. Salmo 37:29

CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES NO BLOG DA ESCOLA...
http://www.escolaestadualarnaldofaria.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Gravataí realiza Assembleia de Eleição de Delegados ao CONCLAT

Aconteceu na tarde do dia 04, em Gravataí, a assembleia do 22º núcleo para eleição dos delegados da categoria ao II Congresso da Conlutas e Congresso de Unificação. Estiveram presentes 47 representantes dos educadores daquele município e região que apoiaram, em sua maioria, a tese apresentada pela Democracia e Luta.





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Assembleias para o Congresso de Unificação

Cidade Data Horário Local

Gravataí 04/5 16h 30min Escola José Maurício

Carazinho 05/5 16h Av. Flores da Cunha, 1159 sala 104 Ed. Tamini

Passo Fundo 05/5 16h Rua Antônio Araújo, 253

São Gabriel 05/5 15 h Escola XV de Novembro – Rua Duque de Caxias

São Leopoldo 05/5 16 h Rua Bento Gonçalves, 269

Lagoa Vermelha 05/5 17 h Escola Pres. Kennedy –
Rua Dr. Jorge Moojen

Soledade 06/5 13 h 30 min Rua Maurício Cardoso, 717 salas 103-104

Rio Grande 06/5 16 h 30 min Escola Tellechea –
Av. Grandes Lagos, s/n Parque Marinha

Canoas 06/5 16 h Escola Carlos Chagas –
Rua Santa Cruz, s/n Bairro Niterói

Vacaria 06/5 17 h Rua Dr. Flores, 260

Uruguaiana 07/5 17 h Escola Hermeto José Pinto Bermut – Rua Dr. Maia, 4665

Pelotas 07/5 16 h 30 min Escola General Pedro Osório – Rua Gal. Osório, 818

Porto Alegre 38º 10/5 16 h Av. Alberto Bins, 480 – 9º andar

Porto Alegre 39º 11/5 16 h 30 min Av. Alberto Bins, 480 – 9º andar

Santa Maria 12/5 16 h 30 min Rua Venâncio Aires, 1761 – sala 7

Cruz Alta 12/5 19 h Rua Cel. Pilar, 454

Cachoeira do Sul 13/5 17 h Av. Júlio de Castilhos, 286
Bagé 13/5 17 h 30 min Rua Mal. Floriano, 1588

Palmeira das Missões 13/5 17 h Rua Gal. Fermino, 288

Alegrete 13/5 17 h Rua Gal. Sampaio, 984 sala 108

São Borja 13/5 16 h Rua Gal. Osório, 2377 salas B e C

Bento Gonçalves 13/5 16 h Rua Pinto Bandeira, 215 B.Botafogo

Venâncio Aires 14/5 17 h Escola Monte das Tabocas –
Rua Rufino Pereira, 1361

Erechim 14/5 15 h 30 min Av. Tiradentes, 293

Crissiumal 14/5 16 h Rua Santo Cristo, 345

São Luiz Gonzaga 14/5 13 h 30 min Escola Paulo Freire –
Salvador Pinheiro, 1691

sábado, 24 de abril de 2010

Manifestação contra a falta de professores


Professores manifestaram nesta sexta-feira contra a falta de professores, funcionários e especialistas durante reunião regional de diretores. O sindicato dos professores garante que o ano letivo já está prejudicado e a Coordenadoria Regional de Educação estabelece novo prazo para resolver o déficit nas escolas. Conforme Heliomar Lara, até segunda-feira tudo estará resolvido.


domingo, 18 de abril de 2010

II Congresso da Conlutas e CONCLAT

II Congresso da Conlutas
Congresso de Unificação
Conlutas/Intersindical
- CONCLAT –



Em junho de 2010, entre os dias 03 e 06 de junho acontecerá o II Congresso da Conlutas e o CONCLAT – Congresso da Classe Trabalhadora – em Santos, São Paulo.
Estes congressos serão de muita importância para a luta dos trabalhadores brasileiros. Neste período, ocorrerá a unificação, em uma mesma entidade nacional, daqueles que lutam e resistem aos ataques do governo Lula e da política neoliberal e à traição das centrais governistas que não mais defendem os trabalhadores – cada vez mais explorados e com menos direitos.

Participe das reuniões e assembleias do seu núcleo!

terça-feira, 6 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

ASSEMBLEIA TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO RS

TODOS À ASSEMBLEIA GERAL

TERÇA, 30 DE MARÇO,

na PRAÇA DA MATRIZ, PORTO ALEGRE


NÃO À FARSA DO VENCIMENTO DE R$1.500,00!
NÃO AOS 6%!

PELA REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO: 23,14% JÁ!!